A vida é um Milagre !!!

Hoje estou muito feliz! Para além de festejar 14 anos de nova vida, está a ser uma chuva de boas notícias, um chuveirinho bão 😉
 
* O furo de petróleo previsto para 15 de Setembro em Aljezur foi suspenso (https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/-tribunal-suspende-licenca-para-furo-de-prospeccao-ao-largo-de-aljezur). Não foi cancelado, mas foi suspenso pelo tribunal, o que já é um passo bastante positivo. É triste que todos os nossos políticos deixassem a coisa passar e Portugal ser um fóssil total, mas ao menos a justiça ainda funciona, pelo menos de vez em quando e neste caso. Agora é continuar, até ao fim de toda e qualquer atividade de prospeção e exploração de petróleo, seguido da paragem e desmantelamento de todas as grandes barragens e hidroelétricas.

* A Monsanto foi condenada a pagar 289 Milhões de USD a Dewayne Johnson (https://ionline.sapo.pt/622252), um jardineiro que ficou com cancro devido a ter sido pulverizado acidentalmente com Roundup, o herbicida mais vendido no mundo inteiro. Viva o princípio do fim dos agrotóxicos e da guerra à Natureza!

* Recebi hoje o meu Fairphone 2 de volta! Depois de vários problemas, avarias e módulos que não funcionavam, estou muito feliz porque me arranjaram o telefone sem pagar um cêntimo, e isto apesar da garantia supostamente já ter terminado. Devem ter ficado sensibilizados pelos meus repetidos emails e diatribes com este telefone.
Volto hoje portanto a ser um feliz e orgulhoso utilizador de um Fairphone (https://www.fairphone.com/en/), um passo significativo para uma indústria mais equitável e respeitadora de pessoas e planeta.
 
É fantástico, depois de quase ir desta para muito melhor numa 6ª feira 13 de Agosto em 2004 em Luanda, Angola, quando trabalhava para a Total E&P Angola, de ter voltado a trabalhar em petróleos numa 2ª feira dia 13 de Agosto 2007 em Londres, de ter voltado a  Luanda de 11 a 15 de Agosto de 2014 e ao sítio de onde caí na quarta-feira dia 13 de Agosto de 2014, onde fui para supervisionar a parte social de um Estudo de Impacto Ambiental e Social para um projecto do Banco Mundial, para dar água potável a  milhões de pessoas em Luanda, tenho hoje segunda-feira dia 13 de Agosto de 2018 o prazer de estar a dar estas excelentes notícias a partir de Ribeiradio, onde estou a lançar o Zen Vouga, projeto com o património da família, a recuperar a tradição na inovação, a fazer a diferença pela positiva. Parece que ainda há muito trabalhinho a fazer por aqui, com muita felicidade e sentido de humor, sinto que há muita coisa boa para acontecer ❤

Paz, alegria, felicidade, equanimidade e evolução!

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Que ciência queremos?

Refuto muita da “ciência” que é feita em Portugal sobre incêndios e a floresta.

O método científico mais corrente e comum das ciências naturais (tão acríticamente defendido por alguns cientistas) deve ser revisto e ampliado, e há cada vez mais cientistas a afirmá-lo. Presta ao uso da ciência para fins menos éticos, parte de uma hipótese, tenta prová-la e tem uma tendência enorme a colocar de lado tudo o que não é conforme à tese inicial. Está a ser açambarcada por interesses económicos e deixou de servir a Humanidade e a Vida na Terra. Não conseguimos viver sem a Natureza, nem estamos à parte dela, fazemos parte intrínseca dela. Não estou a defender a Natureza, sou sim a própria Natureza a defender-se.

Também declaro o evidente: não sou anti-ciência, muito antes pelo contrário.
Considero sim que bastante da ciência que hoje em dia se faz está cada vez mais desligada dos interesses da Humanidade, de tudo e de todos. Antes achava que tudo o que não tinha explicação científica não existia, não era real. Hoje considero o mesmo, parece-me evidente é que há muitas coisas que existem, são reais mas que a nossa ciência ainda não chegou lá, ainda não as estuda e integra no conhecimento académico da Humanidade e que devemos melhorar significativamente as nossas formas de fazer ciência para podermos entender, prever e conviver com o que existe mas não é passível de explicação por nenhum dos métodos científicos atuais (indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, dialético, fenomenológico, etc).

A nossa sociedade baseada no ego não nos permite ver para além da ilusão de uma ciência e economia limitadas. O método científico atual das ciências biológicas é baseado em assunções, premissas, teses ou tentanto provar uma tese através de repetibilidade de um fenómeno nas mesmas circunstâncias (como se o mundo não estivesse em permanente mutação e evolução. Como Buddha declarou, a impermanência de todas as coisas é a primeira verdade nobre, universal, e vivemos num planeta que se mover no sistema solar, que viaja a grande velocidade através da galáxia, que está em incrível expansão, a velocidade da luz não é uma constante, e por aí adiante, o rol de simplificações e reduções para efeitos de avanço e cálculo científico é muito extenso), descartando tudo o que que não for conforme à sua tese ou ideia inicial. Muitas das maiores descobertas e avanços científicos da Humanidade foram feitos “por acaso” (da penicilina à gravidade, passando pelo microondas, o Raio-X, o Velcro ou o Pacemaker, a lista é enorme. Até há quem defenda que de 30 a 50% de TODAS as descobertas científicas têm o acaso ou a sorte envolvidos: https://en.wikipedia.org/…/Role_of_chance_in_scientific_dis…). Isto deveria e pode dar-nos uma pista de que algo está errado ou, certamente e pelo menos, gravemente incompleto, com os nossos modelos e mundividência científica.

A dominação de muitos aspectos da Vida na Terra pelo “mercado” e por Corporações Multinacionais (MNCs) que pagam, directa ou indirectamente a maior parte da investigação científica produzida no planeta Terra, tornou-se num verdadeiro oligopólio criminoso, em que as cinco mega-editoras que já publicam mais de metade de todas as publicações científicas façam com que os cientistas realizem o peer-review de borla e os Estados paguem a investigação, vendendo depois tudo de volta à precedência (http://journals.plos.org/plosone/article…) e faz com que os jornais académicos e científicos sejam a cada dia menos úteis para a Humanidade (https://www.theguardian.com/…/profitable-business-scientifi…).

Até já foi demonstrado cabalmente terem um claro pendente pro-lóbi dos OGM (http://www.sgr.org.uk/…/open-letter-pro-gm-bias-academic-jo…).

Em Portugal não há estudos sobre isto, mas a avaliar pelas posições académicas em vários fóruns online, até aposto que um estudo destes sobre a floresta nacional iria dar o mesmo resultado para o eucalipto e o pinheiro-bravo. Quando em dúvida, muitas vezes ainda basta seguir a trilha do dinheiro…

É claro que nem todos os cientistas são vendidos, nem sequer a maioria. É evidente que muitos dos que o aparentam ser nem sequer têm consciência de o ser, a auto-censura é algo de muito comum: “não se morde a mão que alimenta, os cães raivosos são abatidos” e o que aconteceu com o Arpad Pusztai, o Pusztai Affair (https://en.wikipedia.org/wiki/Pusztai_affair e https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1115659/, entre muitos outros links possíveis) fez correr muita tinta pelo mundo inteiro e os académicos sabem disso e fazem muita auto-censura, na maior parte das ocasiões acredito que inconscientemente.

O método científico actual cria um desastre na maior parte dos indivíduos e desde muito novos, gerando frustação e desconexão, desinteresse geral e promovendo o sexismo na ciência: https://www.huffingtonpost.com/…/the-scientific-method-an_b…

Aqui está uma tentativa de definir dez dos mitos atuais da ciência e o que fazer com eles, uma “reforma fundamental na maneira como educamos os nossos alunos”: http://www.nas.edu/rise/backg2a.htm

O Rupert Sheldrake defende que a ciência se tornou baseada em dogmas de materialismo fiolsófico, que a mente não está confinada ao cérebro, o conceito de ressonância mórfica e que existe um “sacerdotismo académico” com uma “mentalidade autoritária”, que impede o reconhecimento das medicinas alternativas e fenómenos parapsíquicos (https://en.wikipedia.org/wiki/Rupert_Sheldrake#The_Science_Delusion)

E aqui está uma análise muito extensiva e revista por pares de porque é que o próprio método de revisão por pares (o coração de toda a ciência contemporânea) é falho, escrito por um actor maior do sistema, o antigo CEO do British Medical Journal Group (BMJ) durante 13 anos. Nele, entre outras coisas fascinantes, Richard Smith revela que a maior parte das revisões por pares são “parece-me bem”, ao invés de escrutinar o paper, verificar todas as referências, refazer análises e fazer sugestões detalhadas de melhoria, sendo estas revisões por pares raríssíssimas:
http://journals.sagepub.com/…/abs/10.1177/014107680609900414

Este é um artigo fundamental sobre a piada que se tornou a investigação académica, contado por vários dos maiores editores (inclui uma piada do Robbie Fox, o lendário editor do The Lancet, que se questionava se trocasse as pilhas e publicasse os papers da pilha rejeitado, se alguém repararia).

Entretanto, e porque a políica é de todos, ao contrário da ciência, em que uns querem fazer crer que detêm o monopólio do saber e da razão, o meu apelo é que voltemos ao que interessa, a defendermos uma paisagem biodiversa e integradora, bem como o nosso presente e o bem estar das gerações futuras. Façamos como aqueles selvagens que domesticámos e extinguimos, os Hopi, que quando tomavam uma decisão reuniam-se à volta do fogo sagrado e viam se essa decisão iria ser benéfica em todas as gerações até à 7ª geração. Se não fosse, não a tomavam 

Será que evoluímos mesmo? É este o melhor mundo que sabemos ser possível?

PS: Não acreditem no que digo, não se fiquem pelas minhas palavras, investiguem antes as ligações que aqui coloco, pois elas são irrefutáveis e muito esclarecedoras.

As Leis da Humanidade e as Leis do Universo

Ultimamente tenho andado a pensar bastante sobre isto, e aqui vai a minha visão sobre as diferenças entre as leis dos Homens e as leis do Universo (de Tudo Aquilo que É e não É, de Tudo Aquilo que poderia Ser e Poderia Não Ser e também do Infinito, do Supremo):

As leis da Humanidade As leis do Universo

Têm de ser redigidas, aprovadas e promulgadas São automáticas

São revogáveis São perpétuas

Não são cumpridas São universais

Dizem respeito a assuntos e temas específicos Aplicam-se a tudo e todos

Podem ser justas ou injustas São como são, para lá da justiça

São cegas mas vêm no escuro Vêm tudo, sempre e em todo o lado

Quem tem um bom advogado consegue “safar-se” Não há advogado ou “safa” possíveis

Há quem esteja fora ou para além da lei Todos estão sujeitos à mesma lei

Vêm sempre a seguir às inovações Estão à frente, lado e atrás de tudo

São reactivas e punitivas São proactivas e justas

Dependem das instituições e da sua fiscalização São independentes de tudo e todos

Pagam-se taxas e estipulam-se coimas São gratuitas e têm valor universal

Prescrevem e terminam com a morte física São eternas e transitam de corpo

Certamente que há mais. Se gostaste, acrescenta as tuas! Gratidão 😀

Is there life after death?

I was raised a catholic, in a Western European, upper-middle class family of mostly scientific background. My father and brother are civil engineers, my mother and sister are biologists. My oncle and aunt are medical doctors, my grandfather was a medical doctor as well. From my three cousins, two are biologists and one is geologist. All are therefore from exact sciences and I am the only one who went for social sciences. The family from my father´s side has less formal, academic education, yet I´ve always had very scarce and little contact with them.
I was therefore brought-up firmly believing that there was no such thing as a life after death, that it was “ashes to ashes, dust to dust”, end of story. I’ve rejected religion very early, from 13 years old I was already reading Friederich Nietzche (The Anti-Christ), Jean-Paul Sartre (The Existentialism is a Humanism) and Karl Marx (The Capital), and so I adhered to the worldview that religion was indeed the opium of the people and that it served to manipulate and control the masses, that we were mere finite, mortal beings and that the idea of immortality was our ego trying to justify our own existence, a way for us to be more than mere mortal beings, of justifying our own existence.

However, I did have a Near-Death Experience in Angola (subject of another post, that you can find here: https://betrindade.wordpress.com/2014/12/19/renascer-em-angola-rebirthing-in-angola/), of which I recall nothing whatsoever. In fact, I have a ¨blank¨ in my life of more than four months, of which I remember almost nothing.

Since then, my life has changed considerably, and the way I live my life has changed drastically! I´ve also had several experiences that I cannot rationally justify or accept and that turned my perceptions and beliefs upside down. I’ve had several sessions with a medium, who has transmitted messages from my ancestors (my grandfather) and who also incorporated my father (who can’t speak or write, due to a stroke). Our first session happened by a total “accident”, completely unintended from my side. I was unexpectedly invited to sit in on someone else’s session, by a mere accident of chance, as I was passing by the office of a friend. So I sat to watch the medium, and she asked my friend what had happened in her life in two specific years (3 and 10 years earlier). For her they were just normal years, and for me they were the two most important years in my life (after the year I was born, naturally). I felt dumbfounded and said that I was interfering with the reading, but that I wanted to do a session with her. I went for dinner nearby and returned, and so we did a session in the house just in front, my mother’s house. There, the medium channeled messages from my grandfather that were completely spot on and allowed for me to go to Angola and to the same place, ten years after my NDE. Without the advice from my grandfather to let things flow, to trust life and not try to control things, to change and alter the course of events (something completely inconceivable to me and that went against all that I had been taught and my whole worldview), I would never have gone back to Angola from the 11th to the 15th August 2014, when my accident (fell from a 6th floor, 32 metres high) was on Friday, the 13th August 2004. The full detail of the incredible streak of “coincidences” that led me there on the same day, 10 years later, is on the post that I’ve linked up here. She also incorporated my father, not being able to speak and becoming red and irritated, as my father usually does. She signaled for a pen and paper, I gave them to her, and she couldn’t write either. After taking a few minutes to regain her composure and after me bringing her a glass of water, her first question was if I had someone close to me who couldn’t speak or write. I told her yes, yet that it was my father, and he was (and is) still alive! She said it didn’t matter, that his energy is around, and that his higher self wanted to connect, yet couldn’t because of his current condition.

Many things have happened since, that confirmed to me that we are much more than mere mortal beings and that we are indeed very powerful, creative beings! I still don’t believe or like most New Age gurus and the smokescreen that seems to be pervasive, and I find that it actually misleads people from their own, unique inner development and unfolding path.
Interestingly enough, now I see that we are infinite beings living a finite experience, that there is life after death and beyond this finite existence. And that it is our ego-centred society that doesn’t allow us to see beyond the illusion of a limited science, based on assumptions and an incomplete scientific model, trying in most cases to prove a thesis, the repeatability of something under the same circumstances (as if the world wasn’t in permanent change. As Buddha stated, the impermanence of all things is the first noble, universal truth) and discarding everything that doesn’t conform to our initial thesis and/or idea. Even though there are several scientific methods ((inductive, deductive, hypothetical-deductive, dialectic, phenomenologic, etc), they are all quite reductionist and discard what doesn’t conform what is expected. However, many of humanity’s greatest discoveries and scientific advancements have been made by chance, or by mistake (from penicillin to gravity, from velcro to the X-Ray, passing through the microwave or the pacemaker, the list is huge, some scientists go as far as claiming that 30 to 50% of all scientific discoveries are by accident: https://en.wikipedia.org/wiki/Role_of_chance_in_scientific_discoveries), and that should give us a clue that something is wrong with our models and worldview. The market dominance and big Multinational Corporations (MNCs) sponsoring or paying for most of scientific reviews is a criminal oligopoly (http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0127502) and makes scientific journals less useful to humanity by the day (https://www.theguardian.com/science/2017/jun/27/profitable-business-scientific-publishing-bad-for-science). They have even demonstrated a pro-GMO lobby bias (http://www.sgr.org.uk/resources/open-letter-pro-gm-bias-academic-journal).
Therefore, it now seems that my reasoning has come full-circle. I used to firmly believe in the primacy of science, only to be bitterly disappointed by it and realise that it is highly incomplete and discards only too many things that are true and real, simply because they don´t conform to the current scientific method. Thing is: the current scientific method bases all research on an hypothesis, grounded on the observation of natural phenomena. The hypothesis is rigorously experimented upon in order to create a model or theory, based on the observation of the results. This creates a train-wreck on most human individuals (https://www.huffingtonpost.com/dr-larry-dossey/the-scientific-method-an_b_550004.html).
Here is an attempt at defining current myths and what to do about them (http://www.nas.edu/rise/backg2a.htm).
And here a very thorough and peer-reviewed analysis of why peer-review is flawed, written by a major actor in the system, the former CEO of the British Medical Journal Group (BMJ) for 13 years:
http://journals.sagepub.com/doi/pdf/10.1177/014107680609900414
I now know that most things that are related to the matters of the spirit and that most religions and spiritualities have been affirming for centures and millenia are real, they do exist. Our science cannot yet comprehend, accept or study, even less prove or theorize about them, but I believe that this is only a matter of time. What we now consider hocus pocus or bogus will be obvious and self-evident in the future. I’ve realised that spirituality and most esoteric currents have most likely a scientific explanation, it is rather that our science hasn’t reached it yet.
So, there seems to be much more to life than what we are taught and led to believe.

I honestly think that it shall signify a major, quantum leap, in human evolution when we realize that we are infinite beings living a finite experience. When this happens, people will stop killing, looting and pillaging the Commons, as in the Tragedy of the Commons (http://www.garretthardinsociety.org/articles/art_tragedy_of_the_commons.html), because they will become aware that the law of karma (action-consequence) is real and that they’ll return, and therefore that whatever they do in their present lifetime does have consequences, past, present and future.
Here are some well-researched evidences of Near-Death Experiences that show that our consciousness is not in our body, and that we retain conscience even when our vital signs, heart and brain activity are gone. Science cannot, yet again, explain this nowadays, but it exists and has been repeatedly and thoroughly reported: https://www.wanttoknow.info/neardeathexperiencesnewsarticles
Life after death: https://www.independent.co.uk/news/science/life-after-death-largest-ever-study-provides-evidence-that-out-of-body-and-near-death-experiences-9780195.html

Finally, I’ve come across a number of scientific investigations on life after death: https://www.wanttoknow.info/inspiration/afterlife_evidence_scientific_investigations

https://www.personalgrowthcourses.net/video/afterlife_investigations

https://www.thescoleexperiment.com/the-norfolk-experiment.html

I realise now that the illusion of separation and of death has made us disconnected from nature, from each other and from our higher, true selves. A new worldview is most needed and is already amongst us, one that views everything as it is: inextricably linked and interdependent. What we dream, feel, think and do has consequences, both to ourselves and to everything around us. The veil of illusion is disappearing, more and more are realising how deeply flawed and incomplete our contemporary worldview is. I am but one of many…

So now I am transitioning from a state of believing to a state of knowing. A belief is based upon theory or credence, on faith, with no personal knowledge or sound justification. Knowing comes from a place of experience, of assurance and excitement!!! with the possibilities ahead.

O afidalgamento de Lisboa

Nasci em Lisboa, e aqui vivi de forma permanente até 1998. Depois disso, já vivi noutros 7 países, em 3 continentes. Na minha vida já fui a mais de 50 capitais, em 4 continentes. Vivi em Amesterdão depois do boom das low cost, e já lá tinha ido antes. Vivi em Cracóvia em pleno boom das low cost. Isto serve para dizer que falo com conhecimento de causa, por experiência própria e não apenas de conhecimento teóricos ou académicos.

Os fenómenos sociais são algo que me interessam, e muito. Quando vivia na Escócia, tive uma namorada Holandesa (com a qual acabei por ir viver para Roterdão, antes de mudar para Amesterdão) que, de vez em quando, telefonava para a Holanda. Reparei no seu ar tenso e perguntei-lhe porquê. Ela respondeu-me, para minha estupefação, que uns amigos dela passavam uma noite em casa dela uma vez por semana, com as luzes acesas e sinais de que a casa estava habitada. Quando lhe perguntei porquê, ela explicou-me que tinham uma lei na Holanda que permitia a que pessoas sem domicílio fixo (os chamados sem-abrigo) entrassem à força numa casa desabitada e que aí ficassem a morar se ninguém viesse reclamar a sua propriedade e uso em 30 dias. Tinham de informar a gementheid (Câmara Municipal), a polícia e as finanças, depois era-lhes atribuída uma renda social (que todas as CMs tinham de manter atualizadas) e tinham direito a morar ali. Se o proprietário voltasse, não poderia expulsar as pessoas. Isso pareceu-me do outro mundo, vindo de uma capital onde havia (e há) milhares de sem-abrigo. Informei-me e constatei que, devido a confrontos e convulsões sociais depois da 2ª GGM, chegaram na Holanda a um acordo, a um contrato social, em que se uma casa estava vazia e desabitada, se poderia entrar e ficar com direito a morar ali.

Quando cresci defendia muito a iniciativa privada e era manifestamente de direita (o Rui Godinho, o Gadão, a brincar até dizia que eu era pior que o Pedro Arroja, que queria privatizar os Rios Portugueses). A vida e a experiência, felizmente, fez-me mudar, de opinião e de visão. Em Paris reparei no quão forte e importante eram os movimentos sociais e os direitos dos cidadãos. É o país que mais investe no mundo na cultura em termos percentuais do PIB. Para além disso, tem o estatuto dos intermitentes do espetáculo, que permite que os artistas que normalmente tem uma vida precária e muito sazonal tenham segurança social, paguem impostos, tenham assistência na doença e recebam algum dinheiro nos meses em que não trabalham. Para além disso, a praça em frente à Câmara Municipal do Primeiro Bairro de Paris chama-se ¨Place de la Grève¨. Isso diz do poder do povo que fez a Revolução Francesa (apesar de agora se estarem a deixar comer, e à grande, na história das vacinações obrigatórias, um escândalo que vai para a frente, apesar de ter havido um abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas a favor do direito da liberdade de escolher, preparado e submetido por médicos e outros profissionais de saúde). A França ainda é a exceção cultural, um oásis no meio de políticas submetidas a uma implacável e desumana lógica de mercado.

Ouço e leio muitas pessoas a defender que a atual gentrificação, ou afidalgamento, de Lisboa (e Porto, e Algarve, e Alentejo, enfim, de Portugal) é bom, que é positivo, porque as casas são restauradas, porque dá empregos, porque faz circular riqueza que há divisas que entram, que se renova o parque urbano (porque menos o rural) e outros argumentos que tais. Concordo com alguns desses pontos, mas parece-me que a estratégia em Portugal (haverá ou terá alguma vez havido alguma verdadeira estratégia?) não é a melhor, que as coisas acontecem muito ad hoc. Ora vejamos: tenho vários amigos que já tiveram de abandonar as casas onde cresceram e viveram desde sempre, pois o prédio foi comprado por especuladores imobiliários, chineses, franceses e outros. Esse dinheiro circulou sim, mas uma boa parte não ficou cá, sumiu-se nos circuitos e mercados financeiros internacionais (os mesmos que nos estrangularam e sugaram há uns anos).
Há movimentos recém-criados de resistência, que têm conseguido resistir pontualmente às expulsões forçadas, despejos, negociações para venda e aumento de preços generalizado que força ao abandono. Mas são uma gota de água num deserto de abandono dos locais. Portugal está na moda, e sobretudo Lisboa, Porto e o Algarve. Acontece que esta moda, tal como todas as outras, vai passar. E o que aconteceu em Detroit, em muitas cidades e vilas de Espanha à China, passando por Barcelona ou Atenas, são claros exemplos de que a construção, remodelação, planos de ubanização, afidalgamento e suposto desenvolvimento são, na esmagadora maioria dos casos, míopes e com um efeito rebound terrível a médio-longo prazo. Espero bem que Portugal ainda arrepie caminho e faça diferente, para melhor. Porque o turismo de massas (a turistificação indiferenciada), a McDonaldização das nossas cidades com as marcas, hóteis, fast-foods, wine bars, barbearias gourmet, livrarias da moda, e concept stores do costume tem tido e vai ter consequências terríveis, mortíferas, para tudo e para todos. Vistos dourados, com isenções fiscais a estrangeiros endinheirados, enquanto os Portugueses são sobrecarregados com uma carga fiscal cada vez maior (e um IVA absurdo, letal), sem contrapartida real nos serviços e regalias dados pelo Estado (que continua a subsidiar combustíveis fósseis mais do que faz à energia verde e a vender os bens e recursos naturais de todos nós, por tuta e meia).

Concordo que se tem de fazer algo às casas abandonadas, Aliás, tenho esse problema na minha família! A minha avó paterna faleceu há dois anos e a herança continua indivisa, sem resolução amigável à vista. E o património a degradar-se, e nenhum dos herdeiros (o meu pai e a minha tia) podem fazer o que quer que seja dele. Certamente que há muitos milhares de casos assim em Portugal. Aumentar o IMI é certamente um dos métodos fáceis de impedir que as casas fiquem vazias, mas também é um encargo enorme para os Portugueses, que já vivem com um rendimento bastante inferior à média Europeia, e pagam bastante mais por certos produtos tecnológicos ou biológicos (já para não falar de alguns essenciais e básicos, como água e eletricidade). Parece-me muito bem aumentar o IMI sim, mas o de prédios devolutos, e fazendo onerar não somente o ou a cabeça de casal, mas sim todos os herdeiros. Assim, se um dos herdeiros não quiser resolver o assunto (o caso da minha tia), não é o cabeça de casal que deve ter de pagar um IMI agravado sobre um ou vários imóveis dos quais não pode dispôr. Aumentar o IMI tout court, por outro lado e para todos os casos, é apenas tornar ainda mais difícil a vida dos Portugueses, e vai levar a ainda mais especulação financeira, fuga de capitais e degradação social.
Assisti ao fenómenos do afidalgamento como residente em cidades como Amesterdão, Cracóvia, Paris, Londres, Glasgow, Tavira e Lisboa, enquanto turista e visitante em muitas outras, como Veneza, Florença, Milão, Roma, Barcelona, Madrid, Budapeste, Porto, Copenhaga, Dublin, Luxemburgo, Bruxelas, Helsínquia, Munique, Berlim, Dresden, Varsóvia, Gdansk, e tantas outras que até me esqueço. O que parece ser bom de início, rapidamente demonstra não o ser assim tanto…

Os PDMs são bons instrumentos de planeamento urbanístico, é pena é que imensos estejam mal elaborados, constantemente em atraso e que não sejam cumpridos. Em Portugal temos um corpus legal dos mais completos da Europa, legislamos sobre “tudo e um par de botas”. Quando era mais novo acahava, ingenuamente, que isso era muito bom. Só mais tarde percebi que isso era algo feito de propósito, pois permite que quem tem meios suficientes possa sempre encontrar um buraco na lei, uma alínea esconsa num decreto-lei ou regulamentação que convenientemente se esqueceram de revogar e que lhe permite “safar-se”. Isso e o facto de a fiscalização e o sistema jurídico-penal não funcionarem ou terem meios ridículos para a árdua tarefa que têm pela frente. Junta-se a corrupção endémica em Portugal, a todos os níveis da sociedade, e temos um belo cozinhado…
Alguns vão algumas fotos, artigos e ligações interessantes sobre a temática:

Algumas fotos da minha vizinhança directa, onde cresci em Lisboa. Nela podemos ver um bom exemplo de recuperação de um edifício histórico, na Av. Duque de Loulé, que vai ser um guetto de burgueses, uma ruína na rua onde cresci, que esteve abandonado desde sempre e continua a degradar-se, alheio à revolução em curso. Ali “podia viver gente”, ou podiam morar mais uns turistas low cost, ou até uns burgueses aperaltados…
Uma lavandaria (há outra a menos de 100 metros), mesmo em frente a casa os antigos ISSS (Instituto Superior de Serviço Social, agora escritório de advogados) e INP (Instituto de Novas Profissões, prédio devoluto há bem mais de uma década), que agora foram para longe, por ser muito mais barato e terem “melhores condições”, e faltam ainda muitos outros bem perto, como a horrível nova sede da PJ, que destruiu o lindo edifício da Faculdade de Medicina Veterinária; o Collegiate, novo guetto para estudantes aburguesados e maioritariamente estrangeiros (poucos Portugueses poderão pagar no mínimo 400€ para morar no centro de Lisboa); vários hóteis na Av. Fontes Pereira de Melo, na Av. Liberdade e outras veias e artérias circundantes que destruiram prédios lindos;

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http://www.detroits-great-rebellion.com/Urban-Renewal.html

https://www.theguardian.com/travel/2014/mar/02/detroit-michigan-first-steps-urban-renewal

http://www.lefthandrotation.com/museodesplazados/ficha_rualagares.html

http://www.jornalmapa.pt/2017/09/15/na-lisboa-dos-hoteis-so-vivem-os-reis/

https://axiodrama.wordpress.com/2017/03/04/resistencia-contra-a-gentrificacao/

https://upcommons.upc.edu/bitstream/handle/2117/82553/09_02_GoncalvesMendes.pdf?sequence=1&isAllowed=y

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-processo-de-gentrificacao-em-curso-nas-cidades-e-periferias-de-lisboa-e-porto-264850

http://clam-ptreyes.org/

https://obeissancemorte.wordpress.com/2018/03/12/nada-foi-tao-bem-planificado-neste-mundo-como-a-morte-das-cidades/

Abaixo-assinado sobre a gentrificação no Porto, Património da Humanidade: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=CentroHistricoPorto

Writing Retreat 2018 is on!

The 2018 edition of the Writing Retreat with Emeritus Professor Jonathan Gosling is on! Please see more and register at:
https://www.writingretreat.org/zen-vouga?ct=t(Writing_Retreat_Zen_Vouga9_5_2017)&mc_cid=2de455f505&mc_eid=3625b445b5