CAMPEÕES DA EUROPA 2016

Querid@s amig@s, o Domingo dia 10 de Julho de 2016 foi um dia muito especial para mim!

Foi num dia em que desmontei alguns tabus que tinha, e em que consegui passar a acreditar e a viver o que já sentia e sabia.

Cresci em Portugal, a adorar futebol.

Desde os 9 anos de idade fui sócio do Sporting Clube de Portugal, e fui mais de 100 vezes ao estádio de Alvalade, no qual tinha lugar efetivo.

Fui ver jogos selecção nacional muitas vezes também, e seguia a mesma com uma ansiedade e emoção muito grandes. Fui ver a final do campeonato do mundo de Sub-20 no Estádio da Luz em 1991, quando ganhámos ao Brasil. Tinha bilhetes “follow my team” Portugal para o Euro 2004, ao qual acabei por não poder ir (estava a viver em Luanda, Angola) pois o meu chefe ia tirar férias na mesma altura. Segui os jogos de Luanda, e para mim foi a confirmação da minha desilusão com o futebol. Até há poucos dias achava que não iríamos ganhar nada, pois até já conseguimos perder um campeonato da Europa em casa, e com uma equipa menor (de uma cultura maior, a Grega), que nunca tinha ganho nada.

Começámos a empatar, e como hoje em dia mudei completamente de vida, de interesses, companhias e de experiências, perdi o interesse na selecção (como já perdi no Sporting há muito tempo). E depois, ia vendo, ouvindo e sabendo que íamos progredindo, continuando. Sem grandes resultados, sem vitórias estrondosas, sofrendo, com dúvidas e dificuldades, lá fomos andando.

Quando me apercebi, já estávamos na final, com a França, em Paris. Vivi ali dois anos, e senti na pele alguma da famosa xenofobia das pessoas dessa nação. Por outro lado, também fiz e mantenho grandes amigos nados e criados ali…

À medida que o jogo se aproximava, a minha ansiedade também. E o meu lado racional dizia: mas porque é que estás excitado com um jogo da bola; hoje em dia sabes que isto é tudo manipulado, que esses putos com comportamentos egóicos e agressivos recebem mais do que um prémio nobel da paz ou da medicina, ou que alguém que salva milhares de vidas ou dedica a mesma a ajudar e a acordar outras; que o futebol abre e fecha telejornais e é o ópio do povo contemporâneo; que os Portugueses dão mais importância a um jogador da bola ou a um jogo do que a defender e cuidar de si próprios e de onde vivem, do seu meio ambiente. Enfim, porque é que agora estás assim? Achas que vais ganhar, em França, e logo com (sim, porque já nem gosto de pensar contra) os Franceses? Alguma vez o árbitro irá deixar?

O jogo começa, e a França ataca. Portugal defende, e bem. Ronaldo estava super coberto e sem grandes hipóteses. Os Franceses (ou melhor, os negros naturalizados Franceses) estavam a entrar duro, e os Portugueses a queixarem-se do árbitro. Até aí, tudo normal, habitual.

Depois, ainda mal o jogo tinha começado e o Ronaldo lesiona-se, num lance normal de disputa de bola. Estava visivelmente em dores, mas continua, até uma outra falta sem nada de especial, mas que o deixa inoperacional.

Aí se deu o momento-chave do Europeu para mim. Foi aí que se acendeu a luz, que “caiu a ficha”: AHÁ, é isto mesmo que tinha de acontecer. A única forma de provarmos a nós mesmos que somos capazes, que não somos uns coitadinhos nem devemos nada a ninguém, é ganharmos à França, em França e sem o Ronaldo!

A França continuava a atacar, mas a cada ataque infrutífero ia esmorecendo um pouco. E Portugal ia crescendo. Quando um dos poucos Gauleses da equipa Francesa (Guignac) atirou a bola à trave já nos descontos do tempo regulamentar, todos trememos. Aí senti mais uma vez que iríamos passar esta grande prova, que isso fazia parte do grande esquema das coisas. E o Raphael ainda enviou uma bola à trave, já na segunda parte do prolongamento, só para não haver dúvidas de que também merecemos e queremos ganhar, que não foi por mero acaso.

E, dois minutos depois, a patinho feio, o Éder que entrou muito bem no jogo, mas em que um meu colega de aventura dizia que: “oh não, o Éder não, ele não faz nada certo”. E foi ele mesmo que marcou um golo monumental, foi um Português Africano que deu a Portugal a vitória. E ouvia alguns comentários menos felizes e mais xenófobos de companheir@s de aventura, sobre o cigano (o Ricardo Quaresma quando ia levando o pescoço do Francês) isto e que vai esfaquear este, o negro aquilo e que vai matar ou roubar outro. E foi lindo, foi esse mesmo patinho feio que nos deu a vitória mais deliciosa de todas. Mais do que ganhar em casa com a Grécia, mais do que ganhar em França com a França, o mehor foi mesmo ganhar em França, com a França, sem Cristiano Ronaldo e com um marcador de raça negra, que muitos Portugueses criticavam e nem achavam que merecia estar ali.

Onde estão as dúvidas, as desculpas, os árbitros, os milhões, a EUFA, a FIFA, o azar, o destino de sofredor, de perdedor, o “não merecemos”, o “não conseguimos”? Digam-me, onde está isso tudo agora?

Temos um mundo a refazer, quero e vou fazer por um desporto em que não hajam fronteiras de nação, cor, religião, etnia nem nada disso, em que a “minha” vitória não signifique a “derrota” de nada nem de ninguém. Até lá, sou feliz e orgulhoso. Sim, porque o orgulho de ter nascido e crescido neste cantinho à beira-mar plantado, com pessoas humildes, simples e amigas do outro é bom, só pode ser bom 😀❤

O Renascer da Primavera / The Rebirth of Spring / Le Renouveau du Printemps

O Renascer da Primavera

Retiro de vida saudável

6,7 e 8 Maio 2016 – ZenVouga

 

Este retiro é uma introdução à vida saudável, com um workshop para aprender a cozinhar receitas vegetarianas simples e deliciosas, de uma forma rápida e fácil. A comida vegetariana é cheia de cores, sabor e alma. Venha aprender a confeccionar receitas que pode aproveitar no dia-a-dia.

O retiro tem diferentes técnicas de meditação: guiadas, passivas e activas, a caminhar e em silêncio. Inclui teoria e prática da alimentação saudável e de plena consciência (mindfulness).

Vamos caminhar em natureza e silêncio e praticar a respiração consciente, atenção plena e contemplação. Partilhamos como usar/aplicar estas práticas no dia-a-dia.

No final, damos um caderno de informações úteis, com receitas, contactos, ligações e ideias.

Quem somos nós e porque te podemos ajudar:

* Manu(el) Trindade é um cidadão do mundo, tendo aprendido 10 idiomas, vivido em 8 países, em 3 continentes e trabalhado em 6 áreas distintas. Depois de ter sobrevivido a um acidente gravíssimo, começou a dar atenção ao lado espiritual. Desde há 10 anos para cá, tem frequentado inúmeros cursos, retiros e workshops, tendo tirado um curso de MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction) enquanto estava a fazer o One Planet MBA em Exeter. Também já experienciou, entre outros,  um Vipassana e dois retiros com Thich Nhat Hanh, o mestre budista Zen.
* Avani Ancok, Ex-Jornalista,  Monitora de Actividades Aquáticas & Hidroginástica, Watsu. Amante de viagens, de natureza e meditação. Depois de sobreviver a uma doença muito grave há vinte anos, tornou-se vegetariana. Faz Meditação/Reiki e Viagens Xâmanicas para Crianças. Fez cursos de Terapia Multidimensional e Magnified Healing. Tem os três niveis de Reiki. Faz regularmente retiros de meditação, silêncio, jejum e detox desde 2005 e  fez um retiro de 40 dias de silêncio, jejum e meditação na Costa Rica com Tony Samara.
Taste a New Life (facebook.com/tasteanewlife)
* Fausto Rodrigues, com 66 anos, natural de Tondela, é diplomado em Alimentação Saudável pela Sociedade Portuguesa de Naturologia de Lisboa. É vegetariano há mais de 40 anos, tendo resolvido inúmeros problemas de saúde e constituição através da sua prática.

* Odete Rodrigues, com 60 anos, natural da Prova, Oliveira de Frades, é responsável pela confeção de alimentação vegetariana há mais de 40 anos. Aprendeu a sua arte com médicos Norte-Americanos em duas missões (Kiquku e Bongo) em Angola, onde viveu entre 1966 e 1975. De retorno a Portugal, teve um restaurante vegetariano e ervanária no Barreiro nos anos 80 e 90, a Nutrivida, onde o Doutor Jorge Indiveri Colucci dava consultas de naturologia.

Horário

Sexta-feira 6 de Maio

A partir das 17h: Recepção aos participantes.

19h30: Introdução ao retiro, às instalações da quinta e alojamentos e relembrar as orientações para o fim-de-semana

20h: Sopa primaveril campestre com produtos sazonais e locais

21h: Meditação de boas vindas ao retiro

 

Sábado 7 de Maio (chá e bolachas para antes da meditação matinal)

08h: Meditação matinal (heart chakra meditation)

09h: Pequeno-almoço

10h: Plena consciência (Mindfulness) – teoria

11h30: Pausa

11h45: Plena consciência (Mindfulness) – prática

13h: Almoço e tempo livre

14h30: Passeio em silêncio e meditação a caminhar

17h: Chá e fruta

17h15: Sessão sobre alimentação e leitura de passagens do yoga da alimentação (Mestre Omraam)

18h: Meditação Kundalini

19h: Jantar e tempo livre

20h30: Partilha de experiências e troca de impressões

 

Domingo 8 de Maio

8h: Meditação matinal (ativa)

9h: Início do workshop, preparação e degustação de pequeno-almoço saudável

10h: Teórica e prática da alimentação saudável, com preparação do almoço

13h: Almoço confeccionado com os participantes e tempo livre

14h30: Meditação silenciosa a caminhar

15h: Teórica e prática da alimentação saudável, com partilha de receitas

17h: Final do retiro, lanche, chá e fruta para o caminho

 

Informações e inscrições: quintaribeiradio@gmail.com ou +351 912288832

Preço: 275€ com alojamento, alimentação e todas as atividades do retiro incluídas; Todas as refeições são vegetarianas, com ingredientes locais e biológicos

Condições de pagamento: 100€ no acto da reserva e 175€ à chegada ao retiro

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ENGLISH VERSION
The Rebirth of Spring

Healthy life retreat

6,7 and 8 May 2016 – ZenVouga

This retreat is an introduction to a healthy lifestyle, with a workshop on learning how to cook simple and delicious vegetarian recipes, in an easy and fast way. Vegetarian cuisine is full of colours, flavours and soul. Come learn how to prepare recipes that you can enjoy in your daily life.

The retreat has different meditation techniques: guided, passive and active, walking and silent. It includes theory and practice of healthy nourishment and mindfulness.

We will walk in nature and silence, and practice conscious breathing, mindfulness and contemplation. We will how to use/apply these practices in daily life.

In the end, we will give you a booklet with useful information, recipes, contacts, links and ideas.

Who we are and why we may help you:

* Manu(el) Trindade is a citizen of the world, having learnt 10 languages, lived in 8 nations, in 3 continents and worked in 6 different areas. After having survived a very serious accident, he started giving attention to his spiritual side. During the last 10 years, he has been doing many courses, retreats and workshops, having taken an MBSR course (Mindfulness Based Stress Reduction) while he was doing the One Planet MBA in Exeter. He has also experienced, among others, a Vipassana and two retreats with Thich Nhat Hanh, the Zen Buddhist master.
* Avani Ancok, former Journalist, Aquatic activities & Hydrogymnastics instructor, Watsu. Travels, nature and meditation lover. After having survived a very serious illness twenty years ago, she became vegetarian. Does Meditation/Reiki and Shamanic voyages with Children. Did Multidimensional therapy and Magnified Healing courses. Has the three Reiki levels. Does regularly meditation fasting and detox retreats since 2005 and has done a 40 days silence, fasting and meditation retreat in Costa Rica with Tony Samara.
Taste a New Life (facebook.com/tasteanewlife)
* Fausto Rodrigues, 66 years old, Portuguese, has a diploma in Healthy Nutrition from the Portuguese Society of Natural Health (Sociedade Portuguesa de Naturologia) in Lisbon. He is a vegetarian since more than 40 years, having solved numerous health and ill-constitution problems through his practice.

* Odete Rodrigues, 60 years old, Portuguese, is in charge of preparing vegetarian nourishment for more than 40 years. She has learned her art with North-American doctors in two missions in Angola (Kiquku and Bongo), where she lived between 1966 and 1975. Upon their return to Portugal, she had a botanist shop and restaurant in Barreiro (South of Lisbon) in the 80’s and 90’s, called Nutrivida, where Doctor Jorge Indiveri Colucci also gave his natural health (naturologia) consultations.

Schedule

Friday 6 May

From 5pm: Reception of the participants

7.30pm: Introduction to the retreat, to the farm facilities and accommodation and reminder of the orientations for the weekend

8pm: Spring farm soup with local and seasonal produce

9pm: Welcome to the retreat meditation

 

Saturday 7 May (tea and cookies before the morning meditation)

8am: Morning meditation (Heart chakra meditation)

9am: Breakfast

10am: Mindfulness – theory

11.30am: Pause

11.45am: Mindfulness – practice

1pm: Lunch and free time

2.30pm: Silent walk and walking meditation

5pm: Tea and fruit

5.15pm: Session on nourishment and reading of passages of the yoga of nutrition (Master Omraam)

6pm: Kundalini meditation

7pm: Diner and free time

8.20pm: Sharing of experiences and impressions

 

Sunday 8 May

8am: Morning meditation (active)

9am: Start of the workshop, preparation and enjoyment of a healthy breakfast

10am: Theory and practice of healthy nutrition, with the lunch preparation

1pm: Lunch prepared with the participants and free time

2.30pm: Silent walking meditation

3pm: Theory and practice of healthy nutrition, with recipe sharing

5pm: End of the retreat, snack, tea and fruit for the way back

 

Information and registration: quintaribeiradio@gmail.com or +351 912288832

Price: 275€ with accommodation, food and all the activities of the retreat included

Payment conditions: 100€ upon reservation and 175€ upon arrival at the retreat; All meals are vegetarian, with local and organic ingredients

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VERSION FRANÇAISE

Le Renouveau du Printemps

Retraite de vie saine

6,7 et 8 Mai 2016 – ZenVouga

 

Cette retraite est une introduction à la vie saine, avec un atelier pour apprendre à cuisiner des recettes végétariennes simples et délicieuses, d’une façon rapide et facile. La cuisine végétarienne est pleine de couleurs, saveurs et âme. Venez apprendre à confectionner des recettes que vous pouvez déguster dans votre quotidien.

La retraite inclut différentes techniques de méditation: guidées, passives et actives, en marchant et en silence. Elle inclut la théorie et pratique de la nourriture saine et de la pleine conscience (mindfulness).

Nous allons cheminer en nature et silence, et pratiquer la respiration consciente, la pleine conscience et la contemplation. Nous allons partager comment utiliser/appliquer ces pratiques dans votre quotidien.

À la fin, on vous donnera un petit cahier avec des informations utiles, des recettes, des contacts, des liens et des idées.

Qui sommes nous et pourquoi nous pourrons vous aider :

* Manu(el) Trindade est un citoyen du monde, ayant appris 10 langues, vécu en 8 pays, en 3 continents et travaillé en 6 domaines différents. Après avoir survécu un accident gravissime, il a commencé à donner plus d’attention à son côté spirituel. Depuis 10 ans, il a fréquenté des très nombreux cours, retraites et ateliers, ayant pris un cours de MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction) lors qu’il faisait le One Planet MBA à Exeter. Il a aussi déjà expérimenté, entre autres, une Vipassana et deux retraites avec Thich Nhat Hanh, le maître Bouddhiste Zen.
* Avani Ancok, ancienne Journaliste,  Monitrice d’Activités Aquatiques & Hidrogymnastique, Watsu. Amante de voyages, de nature et meditation. Après avoir survécu une maladrie très grave il y a 20 ans, elle est devenu végétarienne. Fait de la Méditation/Reiki et Voyages Shamaniques pour des Enfants. A fait des cours de Thérapeutique Multidimensionnelle et Magnified Healing. A les trois niveaux de Reiki. Fait régulièrement des retraites de méditation, silence, jain et detox depuis 2005 et à fait une retraite de 40 jours de silence, jain et méditation au Costa Rica avec Tony Samara.
Taste a New Life (facebook.com/tasteanewlife)
* Fausto Rodrigues, 66 ans, Portugais, est un diplômé en Alimentation Saine par la Société Portugaise de Santé Naturelle (Sociedade Portuguesa de Naturologia), de Lisbonne. Il est végétarien depuis plus de 40 ans, ayant résolu des nombreux problèmes de santé et constitution par le biais de sa pratique.

* Odete Rodrigues, 60 ans, Portugaise, est responsable pour la confection de l’alimentation végétarienne depuis plus de 40 ans. Elle a appris son art avec des médecins Nord-Américains dans deux missions (Kiquku et Bongo) en Angola, où elle a vécu entre 1966 et 1975. De retour au Portugal, elle a eu une herboristerie et restaurant végétarien au Barreiro (Sud de Lisbonne) dans les années 80 et 90, nommé Nutrivida, où le Docteur Jorge Indiveri Colucci donnait aussi des consultations de santé naturelle (naturologia).

 

Horaire

Vendredi 6 Mai

À partir de 17h: Réception des participants.

19h30: Introduction à la retraite, aux installations et logements de la ferme et souvenir des orientations pour le weekend

20h: Soupe champêtre du Printemps avec des produits locaux et saisonniers

21h: Méditation de bienvenue à la retraite

 

Samedi 7 Mai (thé et biscuits pour avant la méditation matinale)

08h: Méditation matinale (Heart chakra meditation)

09h: Petit-déjeuner

10h: Pleine conscience (Mindfulness) – théorie

11h30: Pause

11h45: Pleine conscience (Mindfulness) – pratique

13h: Déjeuner et temps libre

14h30: Marche en silence et méditation en marche

17h: Thé et fruits

17h15: Session sur la nourriture et lecture des passages du yoga de la nourriture (Maître Omraam)

18h: Méditation Kundalini

19h: Diner et temps libre

20h30: Partage d’expériences et impressions

 

Dimanche 8 Mai

8h: Méditation matinale (active)

9h: Début de l’atelier avec la préparation et dégustation d’un petit-déjeuner sain

10h: Théorie et pratique de la nourriture saine, avec préparation du déjeuner

13h: Déjeuner préparé avec les intervenants et temps libre

14h30: Méditation en marche silencieuse

15h: Théorie et pratique de la nourriture saine, avec partage de recettes

17h: Fin de la retraite, casse-croûte, thé et fruits pour la route

 

Information et enregistrement: quintaribeiradio@gmail.com ou +351 912288832

Prix: 275€ avec logement, nourriture et toutes les activités de la retraite inclus ; Tous les repas sont végétariens, avec des ingrédients bio et locaux

Conditions de paiement: 100€ sur réservation et 175€ à l’arrivée à la retraite

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Vouga Valley

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Zen Vouga – Your personal haven

Ribeiradio, Viseu, Portugal

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Valentines day <3 Romantic weekend <3

São Valentim❤ Fim-de-semana romântico❤

Acendam o fogo da paixão!

O ZenVouga oferece uma promoção especial para apaixonados, num local exclusivo, íntimo e reservado. Deliciem-se com momentos relaxantes de requinte, conforto e evasão a dois.

A quinta de família ZenVouga, fundada em 1744, é um paraíso rural, um lugar com alma no coração do Rio Vouga. Tem quatro casas mobiladas e equipadas, piscina, lagar e adega, sala de jogos, antigas minas de água, terrenos agrícolas e árvores de fruto.

Promoção: duas noites em casa de campo, com quarto matrimonial, cozinha equipada, casa de banho e sala de estar com lareira; presente de boas-vindas e lenha à disposição para o fim-de-semana

Para reservas e informações, por favor contactar quintaribeiradio@gmail.com

 

Valentines day❤ Romantic weekend❤

Light your fire!

ZenVouga offers a special promotion for lovers, in an exclusive, intimate and reserved setting. Delight yourselves with relaxing moments of comfort in a refined escapade for two.

The family farm ZenVouga, founded in 1744, is a rural paradise, a place with soul in the heart of the Vouga River. It has four furnished and equipped houses, swimming pool, wine cellar and press, games room, ancient water mines, farmland and fruit trees.

Promotion: two nights in a country house, with matrimonial room, equipped kitchen bathroom and living room with fireplace; welcome gift and firewood available for the whole weekend

For reservations and informations, please contact quintaribeiradio@gmail.com

 

Fête des Amoureux❤ Weekend romantique❤

Allumez le feu de votre passion!

ZenVouga vous offre une promotion spéciale pour les amoureux, dans un environnement exclusif, intime et réservé. Régalez-vous avec des moments de détente et  confort dans une délicieuse escapade pour deux.

La ferme de famille ZenVouga, fondée en 1744, c’est un paradis rural, un endroit avec de l’âme dans le cœur de la Rivière Vouga. Elle a quatre maisons complètement meublées et équipées, piscine, cave à vins et pressoir, salle de jeux, anciennes mines d’eau, terres agricoles et arbres de fruit.

Promotion: deux nuits dans une maison de campagne, avec chambre matrimoniale, cuisine équipée salle de bains et salon avec cheminée; cadeau de bienvenue et bois de chauffage disponible pour tout le weekend

Pour des réservations et informations, s’il vous plaît contactez quintaribeiradio@gmail.com

Zen Vouga

http://www.facebook.com/ZenVouga

Mudei-me recentemente para o Vale do Vouga, de onde a família do meu pai é oriunda. Depois de ir a Madagascar em, Fevereiro, fui convidado pelo Consul de Madagascar no Porto para fazer uma apresentação no ISLA do Porto, para uma classe de finalistas do curso de Turismo, sobre a viagem a Madagascar e o país, mostrando as minhas fotos.

Ao regresso, passei em Ribeiradio, na aldeia do meu pai, para pernoitar na quinta onde vou desde que nasci. Doeu-me a alma ver o estado de abandono em que a quinta estava e, como a minha vida estava novamente a mudar e tinha fechado a loja A Joaninha em Tavira, decidi falar com o meu pai para ver se ele concordava em que eu tomasse conta da quinta e fosse para ali viver. Ele concordou, e assim foi!

A Zen Vouga, ou Quinta do Fundo de Vila, é uma quinta de 2,5ha, com quatro casas, piscina coberta, alpendre fechado com forno a lenha e barbecue, com adega e lagar, sala de jogos e espaços verdes, garagem e lugares de estacionamento, eira, canastro, três tanques de água e duas minas de água cristalina, bem como um ribeiro que passa ao lado, mais três terrenos na vizinhança, dois com campos de milho e um pequeno bosque.

Tenho estado aqui então desde o início de Junho, a por tudo em ordem, a limpar e a arrumar, a arranjar e a restruturar a quinta. É campo e dá imenso trabalho, parece que quando se começa a limpar e arrumar por uma ponta, quando se chega à outra ponta já se tem de começar tudo de novo.

A vida aqui é completamente diferente de todas as que tenho tido até aqui. Embora já viesse aqui desde que nasci, só agora é que estou verdadeiramente a conhecer e a descobrir a terra e as suas gentes.

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http://www.facebook.com/ZenVouga

I’ve recently moved to the North of Portugal, to the Vouga Valley, where my father’s family comes from. After going to Madagascar in February, I was invited by the Consul of Madagascar in Porto to do a presentation at ISLA in Porto, to the finalists of the Tourism class, on the trip I had done to Madagascar and the country, showing my photos.

When going back to Tavira, I passed in my father’s home village, to sleep over in the farm where I go since I was born. It hurt my soul to see the state of abandonment in which the farm was and, as my life was changing again and I had closed the shop A Joaninha in Tavira, I’ve decided to speak with my father and see if he agreed in me takin care of the farm and living there, He agreed, very happy, and so it was.

Zen Vouga, or Quinta do Fundo de Vila, is a 2,5ha farm, with four houses, covered swimming pool, closed porch with wooden oven and barbecue, cellar and wine-making press, playroom and green spaces, garage and parking places, corn crib and storage, three water tanks and two clear-water mines, as well as a creek that passes nearby, plus three pieces of land in the neighbourhood, two with cord fields and a small woodland.

I’ve been here since the beginning of June, putting everything in order, cleaning and restructuring the farm. This is countryside and gives a lot of work, it seems that when you start cleaning and arranging on one end, when you get to the other end you already have to start all over again.

Life here is completely different than all the ones I’ve had thus far. Even though I’ve been coming here since I was born, only now I really get to know the land and its people.

Madagascar, land of biodiversity

In February 2015 I fulfilled one of my childhood dreams, having travelled for three weeks in Madagáscar. The fourth largest Island in the world, it is a haven of biodiversity, with most of its fauna and flora being totally endemic and not existing anywhere else on the planet that kindly (still) lets us inhabit it.

It has been quite shocking and painful to see first-hand what I had heard about many times, that most of the forests (more than 85%) and wildlife in this amazing country are no more, they have ceased to be. Whilst we did see a lot of fascinating wildlife, that was only in the three national parks that we’ve visited.

However, it has also been soothing to see that there is a lot of reforestation taking place and to confirm my long-held belief that so-called development, or rather, industrialisation and over-consumption, the society of “stuff” that we have in the West leads nowhere else but widespread environmental degradation and human misery. Yes, the happiest people I’ve seen so far in life were living in Angola, Laos and Madagascar, three of the countries with the lowest HDI (Human Development Index) in the world (even if Angola is very rich in natural resources, it still has some of the lowest HDIs in the world). Could it be that we have a “slightly” biased notion of development, and that it could use a complete overhaul? I firmly believe so…

People in Madagáscar that haven’t been touched by the society of stuff have some of the most beautiful smiles and presence that I’ve been priviledged to see and feel.

Please find here below some of the pictures that I’ve taken. The best ones aren’t here, as I’m going to sell them and make exhibitions, hope you understand. Feel free to contact me if you want to see or purchase them. Best wishes to you!

Renascer em Angola / Rebirthing in Angola

Manu rebornFui, sou e serei eu mesmo, nada menos nem mais que isso. Um dia talvez tenha querido deixar de ser. A vida disse que não, que ainda tinha muito que viver.

No primeiro dia de Julho a querida amiga Carocha, uma índia da amazónia fundida num livre espírito da velha Europa, teve uma conversa séria comigo. Disse-me que sentia que eu stressava muito, que andava sempre atrás do que queria, a tentar puxá-lo para mim e a fugir do que não queria nem gostava, a empurrá-lo para longe de mim, e que devia deixar a vida fluir e não tentar sempre estar em controlo dela. Essa verdade tocou-me profundamente e deixou-me a matutar, estupefacto pela lucidez da sua visão. Via à transparência o que sempre me tinha andado a fugir! Fui para casa a cogitar naquilo, sonhei com fugas e perseguições, com um rebuliço dos diabos através duma densa floresta, até chegar a uma clareira onde havia um ancião sereno e majestoso, com asas de dragão. Estava de costas, pelo que dei cuidadosamente a volta à clareira e, qual não foi o espanto ao ver que, afinal, o ancião era eu mesmo…!!!

Quando acordo, medito (algo que não tenho feito tanto como quero, apesar de saber que me faz falta e bem como tudo) e faço um voto para mim próprio: de aqui em diante vou tentar ser mais calmo e deixar-me levar mais pela vida, em vez de a tentar controlar e estar tão ansioso por resultados e cheio de expetativas. Mais fácil dito que feito claro, mas a intenção é essa.

A sofreguidão que tinha de a viver fazia com que não deixasse que a suavidade e leveza do momento me levassem para outras paragens, muito para além do que tinha imaginado ou até sonhado.

Ora então foi assim: o primeiro sinal de que não existem coincidências e de que tinha desbloqueado algo de muito significativo na minha vida tive-o logo nesse mesmo dia, a 2 de Julho de 2014.

Nesse dia recebi uma mensagem no LinkedIn de um amigo que conheci no Schumacher College, em Inglaterra, numa das vezes em que estive a fazer voluntariado ali, em duas semanas de Outubro de 2012. O Doutor Mark Mclellan é um inglês sui generis, com uma larga experiência em engenharia ambiental e sustentabilidade e que vem da classe trabalhadora Britânica, um dos países do mundo com maior segregação de classes. Conectámos muito bem e impressionei-me com uma conversa que tivemos em que ele me explicou que tinha vivido quase como um eremita durante um período da sua vida, quando realmente tomou conta de como estamos a destruir a vida neste planeta e as nossas próprias possibilidades de subsistência futura como espécie, até se ter apercebido de que o impacto positivo das suas acções era muito reduzido na grande escala de coisas, e que até estava a criar anticorpos e a prestar um mau serviço ao movimento ambientalista, pois realmente essa não era a melhor forma de sensibilizar as pessoas nem de realmente mudar algo de significativo. Nessa noite chegámos à conclusão de que o melhor era mesmo sermos felizes, e que essa era a maior contribuição que poderíamos dar para a sustentabilidade do planeta e da espécie humana. O email do Mark dizia:

“Olá amigo,

Como vai a vida? Hoje em dia estou a trabalhar em Lyon, escreve-me para …@….com, talvez tenha um projeto em que poderíamos trabalhar juntos em Angola”

2014-08-14 13.57.27E assim foi, no mesmo dia em que decidi deixar a vida fluir e tentar deixar de ser um control freak, algo se colocou em movimento no meu universo. E eu somente vi a mensagem e lhe respondi no dia 4, que era mesmo o último dia útil para ele aceitar o projecto (o Mark disse-me depois que, umas horas mais tarde e ele já teria dito que não à Veolia…).

Assim embarquei na grande viagem que me levou de regresso a Angola, para comemorar os dez anos de uma nova vida. Depois de ter caído do sexto andar do Kalunga Atrium (antigo prédio da Sical) e ter passado três semanas em coma profundo, a minha vida mudou completamente, bem como os meus interesses, pensamentos e ambições. Tinha pensado imenso e sonhado várias vezes em voltar a Luanda dez anos depois, para marcar a efeméride e fazer o balanço da nova vida que vivo desde então, mas já tinha colocado essa possibilidade de lado pois era em pleno Agosto, no pico da época alta e estaria a trabalhar muito no meu projeto em Tavira.

Falei e troquei emails regularmente com o Mark durante as semanas seguintes. Primeiro ele falou-me de irmos a Luanda ainda em Julho, o que não era de todo o que eu queria. Mas, lembrando-me do que a amiga Carocha me tinha dito, pela primeira vez escolhi não tentar influenciar. O que quer que me estivesse destinado, aceitá-lo-ia. E assim foi! Dois dias depois, o Mark telefonou-me a dizer que iria ele sozinho em Julho e que poderíamos ir depois juntos em Agosto. Perguntou-me quando era melhor para mim, ao que lhe respondi que qualquer altura era difícil (por causa da loja), mas que arranjaria tempo e deixaria as coisas organizadas, pelo que o melhor era mesmo ele escolher.

E assim foi! Passados uns dias veio-me dizer que iríamos a 11 de Agosto (mesmo a tempo de estar lá a 13). E aí quase deitei tudo a perder, ao confessar que era muito importante para mim estar em Luanda no dia 13 (embora sem dizer o porquê). Como por acaso do destino (hahaha), no dia seguinte ele disse-me que talvez tivéssemos de ir na semana seguinte. Foi aí que vi que tinha mesmo de deixar de tentar controlar e influenciar, que se isto tivesse de acontecer quando era para ser, aconteceria. E assim foi mais uma vez! Disse-lhe que seria como tivesse de ser, que eu estava aberto e disponível. Uns dias depois o Mark telefona-me a dizer que afinal tínhamos mesmo de ir a 11, porque a cliente só estava lá até ao final dessa semana. Que chatice, hehehe!!!😉

Estive a viver em Luanda 23 meses, de setembro de 2002 a agosto de 2004, a trabalhar para a Total E&P (Exploração e Produção) Angola, antiga TotalFinaElf E&P Angola, como Encarregado de Recrutamento. Aceitar esse cargo foi uma das decisões mais difíceis da minha vida, pois já nessa altura tinha uma consciência ambiental e social bastante desperta e sabia distintamente que as empresas petrolíferas são algumas das empresas com o maior impacte negativo em muitos lindos e frágeis ecossistemas deste magnífico planeta azul que tão graciosamente nos alberga. Poder voltar 10 anos depois, e ainda por cima a supervisionar um Estudo de Impacto Ambiental e Social para um enorme sistema de abastecimento de água a Luanda, que vai dar água de beber a milhões de pessoas, foi um maravilhoso volte-face na pequena vida do Bé.

Mas a prova ainda não estava superada! Conseguir o visto para Angola foi uma saga. Tive de ir três dias consecutivos ao Consulado em Faro. Tinha vôo marcado para Luanda para dia 11, segunda-feira. Fui a primeira vez ao Consulado de Angola em Faro na 4ª feira dia 6 (isto depois de ter telefonado duas vezes antes, em que me deram diversas informações contraditórias) para ver tudo o que era necessário, para além de levar duas vacinas, pedir o certificado de registo criminal ao tribunal e uma declaração ao banco com o extrato bancário (para provar que tinha pelo menos 200$ por dia de estadia em Angola). Quando pensava que estava tudo encaminhado nesse dia, ainda tive de contratar um seguro de viagem (o seguro incluído no võo não chegava, pois não estava explicitamente em meu nome).

Para minha estupefação, no segundo dia que passei no Consulado de Angola em Faro tudo se complicou, pois disseram que era preciso um convite para ir para Angola feito por um/a Angolano/a e autenticado num cartório notarial, ou que a carta de convite que tinha, da Veolia, Águas de Angola tinha de ser assinada pelo seu Diretor Geral e tinha de ser enviada a cópia autenticada do seu passaporte, com o visto de trabalho em Angola. Para além disso, a confirmação do hotel tardava, e sem a reserva não me dariam o visto (apesar de pagar a “módica quantia” de 300,40€ por um visto de 7 dias e de ir trabalhar para um projeto de extrema importância para milhões de pessoas em Luanda). Falei diversas vezes com a gestora da Veolia Águas de Angola e ela ficou de tentar desbloquear a situação até 6ª feira. Não podia usar o meu telemóvel no Consulado (o segurança ameaçou-me inclusivé uma vez de o apreender se o voltasse a usar), muito embora o tivesse de fazer para poder comunicar com ela e com o pessoal da Veolia em França. Deixei o Consulado sem saber se no dia seguinte obteria o visto, e se não o tivesse não conseguiria seguir para Luanda na 2ª pois o Consulado fecha no fim de semana e avião seguia na 2ª feira às 11h de Lisboa, pelo que seria impossível! Stress total, mas deixei as coisas fluir… Já tinha feito a minha parte, se o universo quisesse que eu fosse, as coisas iriam desbloquear-se para fazer as pazes com o meu passado e poder seguir em frent com a minha vida. E, mais uma vez, assim foi! Mas não sem sofrer um pouco mais: somente recebi o visto à tarde, meia hora antes do Consulado fechar e depois de entregar o resto da documentação que faltava (reserva do hotel e seguro de viagem) e da representante da Veolia ter entregue um convite assinado e autenticado no notário, que afinal não foi preciso pois aceitaram o convite da Veolia (apesar de ser carimbado em França e estar a pedir o visto em Portugal, uff uff uff).

Segunda-feira voei finalmente para Luanda, onde fui recebido por um motorista da Veolia, que me levou ao hotel Skyna. Passado meia-hora, a querida amiga Mónica Vinha da Total veio-me buscar e fomos jantar a um restaurante na baixa, antes de irmos dar uma volta por Luanda (que, tal como esperava e me tinham prevenido, está completamente diferente, quase irreconhecível para quem não ali esteve durante dez anos).

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Na terça-feira de manhã, o Mark e o outro consultor sénior da Veolia chegaram bem cedo e passámos o dia em reuniões.

O mais fascinante de tudo foi ter estado em Luanda de 11 a 15 de Agosto, sendo dia 13 o epicentro, a data-chave, e o único dia em que tive algum tempo livre, para além dos dias de chegada e partida. Foi o dia em que mal dormi e em que fomos visitar os vários pontos de localização do projeto Quilonga Grande, o ponto de extração de água do Rio Kwanza (ou Cuanza), os locais onde vão estar a estação de tratamento de água e várias das centrais de distribuição. Fizémos mais de 130km nesse dia, tendo acordado às 6h30, e dormido pouco mais de uma hora, tal era o meu estado de excitação e ansiedade (sim, ainda cá estava, essa minha velha companheira de viagem ;-)).

Voltámos ao hotel Skyna para almoçar e depois do almoço tive a tarde livre. Acabei por pedir ao Mark para ele me acompanhar ao prédio onde morava, ao qual fomos a pé (uns 15 minutos de onde estávamos). Quando chegámos à rua, deparei-me com uma visão bem familiar, apesar de estar muito mais limpa e alcatroada, de o prédio ter mudado de nome (agora é o Kalunga Atrium, era o prédio da Sical) e de até os transeuntes serem diferentes, com malta engravatada e bem vestida a passar na rua. Fui à receção e falei com o segurança, explicando-lhe que era o tal Tuga que tinha caído do 6A exatamente 10 anos antes, nesse mesmo dia. O homem ficou espantado, pois tinha ouvido falar da história, embora só tivesse começado a trabalhar no prédio uns anos depois. Toda a gente pensava que estivesse morto ou tetraplégico, e ele estava atónito por me ver de tão boa saúde. Falámos um pouco e pedi-lhe para subir até ao 6º andar.

Tirámos fotos para registar o momento, e deixaram-me a sós, por uns minutos, no local de onde tudo aconteceu. A luz do apartamento onde vivi estava acesa, mas ninguém atendeu à campainha. Fiquei a espreitar do sítio de onde tinha despencado para embater no capô de uma station wagon do vizinho, 32 metros lá em baixo, e onde o Mark parecia uma formiga. A emoção foi indescritível! Vivi um carrossel de sensações e memórias, e não consegui efetivamente lembrar-me do que tinha acontecido. O que consegui fazer, e era o que mais pretendia com esta efeméride, foi fazer as pazes com o que quer que aconteceu e seguir para a frente, com uma clara noção de que a vida é um milagre, que não existem coincidências e que eu sou enormemente grato por ainda poder disfrutar dela.

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E ainda deu para uma volta pela cidade e”tropeçar” no Espaço Elinga, onde encontrei vários velhos amigos que estavam ali como “por acaso”, pois até já nem costumavam ir lá.

Imaginem só!

Imaginem só!

Para rematar o dia, fomos jantar no Lokaal, um dos melhores restaurantes em Luanda, para comer marisco incrível (o melhor sendo Português, claro), beber vinho excelente (ibidem) e disfrutar de grandes vistas sobre a praia. Um dos jantares mais caros que tive na minha vida, no final de um dia destes, junto à praia, o que mais dizer?

No dia seguinte, depois do Mark e do colega se terem ido embora, ainda fui jantar fora com antigos colegas da Total. Foi espetacular rever os kambas de longa data e ver que estão bem e de saúde. E sexta-feira, ainda me encontrei com o César Dowling, amigo de infância de Tavira que agora está por terras da Rainha Nzinga e me levou ao aeroporto, para fazer uma saída de casa para casa.

A única coisa que correu menos bem na viagem toda foi mesmo à saída, em que me ficaram com um isqueiro no controlo de segurança do aeroporto e me iam enviando (e a mais umas dezenas de passageiros) num voo para Joanesburgo, bem como uma diarreia que apanhei na véspera de me ir embora.

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Sinto que a vida é feita de altos e baixos e não tenho ilusões de que ainda vou aprender (ou sofrer) muito. Assim parece ser o meu karma. Só que suspeito que ainda vou ser mais feliz, e que vou amar mais do que tudo o que possa alguma vez sofrer. Sorrio para a vida com todas as células no meu corpo, com cada poro, e em cada respiração. Sim, há chatos, sim, a maior parte das pessoas (sim, já a começar por mim) são incongruentes e fazem mal a elas, a outros e a tudo o que os rodeia, sim, há muito má gente por aí (será que são mesmo maus, ou seres inconscientes e a quem fizeram muito mal?), só que a maioria dos seres humanos são pessoas como eu e tu, que querem o melhor para si e os seus e que não querem fazer o mal. Só fazer o bem e ser feliz.

THE STORY IN ENGLISH

I am, have been and will be myself, neither less nor more than that, One day I may have wanted to cease to be. Life said no, that I still had a lot to live.

In the first day of July, my dear friend Carocha, an Indian from the Amazon fusioned in a free spirit from old Europe, had a serious conversation with me. She told that she felt that I stressed a lot, always chasing what I wanted, trying to push it towards me and running away from what I didn’t want and like, pulling it away from me, that I should let life flow and not always try to be in control of it. That truth touched me deeply and left me pondering, stupefied by the clarity of her insight. She saw in transparency what had always eluded me! I went home immersed in thoughts, dreamt with escapes and pursuits, com a damned mess through a dense forest, until I reached a clearing where there was a serene and majestic elder, with dragon wings. He was with his back facing me; I carefully turned around him and was astonished to see that, after all, the elder was none els but myself…!!!

When I woke up, I meditated (something that I hadn’t done as much as I wanted to, even though I knew that it does well to me and that I missed it so much) and made a vow to myself: from then on I would try and be calmer and let myself be carried more by life, instead of trying to control it and being so anxious for results and full of expectations. Easier said than done, yet at least that was the intention.

The lust for life I had made that I didn’t let the softness and lightness of the moment take me to other stops, much further than I had imagined or even dreamt.

So it happened: the first sign that there are no coincidences and I had unlocked something very significant in my life I had it that same day, the 2nd July 2014.

That day I received a message in LinkedIn from a friend I knew at Schumacher College, in England, one of the times I was volunteering there, in two weeks in October 2012. Doctor Mark Mclellan is a sui generis Englishman, with a broad experience in environmental engineering and sustainability, issuing from the British working class, one of the countries in the world with more class segregation. We got along instantaneously and I was very impressed by a conversation we had in which he explained me that he had lived almost like an eremite during a period of his life, when he really became aware of how we are destroying life on this planet and our own chances of future subsistence as a species, until he realised that the positive impact of his actions was very little in the grand scheme of things, that he was actually creating antibodies and being of poor service to the environmental movement, because that was really not the best way neither of raising people’s awareness nor of changing something significant. We had reached the conclusion that the best would be to be happy, that it was the biggest contribution that we could make for the sustainability of the planet and of the human species. Mark’s email wrote:

“Hey buddy,

Hows life? I am working in Lyon these days, drop me a line at …@….com, I may have a project we could team up on in Angola.”

So it was, the very same day that I have decided to let life flow and try not being a control freak, something was set in motion in my universe. And I only saw and answered to his message on the 4th, which was the very last useful day for him to accept the project (he later told me that, a few hours later and he would’ve said no to Veolia…).

And thus I embarked in the great journey that took me back to Angola, to celebrate the ten years of a new life. After having fallen from the sixth floor of Kalunga Atrium (former Sical building) and having spent three weeks in a deep coma, my life changed completely, as well as my interests, thoughts and ambitions. I had thought immensely and dreamt several times of returning to Luanda ten years later, to mark the date and make the balance of the new life that I am living since then, but I had already put that possibility aside, because it was in the middle of August, the peak of the high season and I would be working in my project in Tavira.

I spoke and exchanged emails regularly with Mark over the following weeks. First he spoke to me of us going to Angola still in July, which wasn’t at all what I wanted. But, reminding what dear friend Carocha had told me, for the first time I chose not to try and influence it. Whatever was to be destined to me, I would accept it. So it was! Two days later, Mark called me saying that he would go alone in July and that we could then go together in August. He asked when was better for me, to which I answered that any time was difficult (because of the shop) but that I would find the time and leave things organised, so that the best was for him to choose.

And so it was! Some days later he told me that the final date was the 11th August (just in time to be there on the 13th). And then I almost lost it all, by confessing how important it was for me to be there on the 13th (though not saying the why). As by an accident of fate (hahaha), the following day he told me that we maybe had to go the following week. It was then that I saw that I really had to stop trying to control and influence, that if this had to happen when it was to be, it would. And so it was again! I told him that it would be as it would have to be, that I was open and available. Two days later Mark calls me saying that finally we really had to go on the 11th, because the client was only there until the end of that week. What a bugger!!!😉

I lived in Luanda for 23 months, from September 2002 until August 2004, working for Total E&P (Exploration and Production) Angola, former TotalFinaElf E&P Angola, as Recruitment Officer. To accept that position was one of the toughest decisions in my life, as I already had at the time a pretty awakened social and environmental conscience and I distinctively knew that oil companies are some of the companies with the biggest negative impact in beautiful and fragile ecosystems of our magnificent blue planet that so graciously provides us with a home. To be able to return 10 years later, and on top of this supervising an Environmental and Social Impact Assessment study for a major water supply system to Luanda, that will give drinking water to millions of people, was a wonderful turnaround in the little life of Bé.

Yet the test wasn’t overcome yet! To get the visa for Angola was a saga. I had to go to the Consulate in Faro three days in a row. My flight to Luanda was booked for the 11th, Monday. I went the first time to the Consulate of Angola in Faro on Wednesday the 6th (and this after I had called two times before, in which they gave me contradictory information) to see what was necessary, take two vaccine jabs, go to the tribunal to get a criminal record declaration and also to the bank to get a declaration with my bank balance (to prove that I had at least 200$ per each day I stayed in Angola). When I thought that everything was well on the way, I still had to secure travel insurance (the insurance included in the flight was not enough, because it wasn’t in my name).

To my amazement, in the second day it all got more complicated, as they told me that I needed a letter of invitation to go to Angola, done by an Angolan national and authenticated by a notary, or that the invitation letter from Veolia, Águas de Angola had to be signed by the country manager, accompanied by an authenticated copy of his passport, with the Angolan work visa. Besides this, the hotel booking was lagging and, without it they wouldn’t give me the visa (despite paying the “modest sum” of 300.40€ for a 7 day visa and working for a project of extreme importance for millions of people in Luanda). I spoke several times with the manager of Veolia, Águas de Angola and she tried to unblock the situation until Friday. I couldn’t use the telephone inside the Consulate (the security guard has even threatened to impound my phone if I used it again), even though I had to in order to communicate with her and Veolia’s staff in France. I left the Consulate without knowing if, the following day, I would obtain the visa, and if I didn’t I wouldn’t be able to go to Luanda on Monday, as the Consulate closes during the weekend and the plane was leaving on Monday at 11h from Lisbon, so it would be impossible! Total stress, yet I let things flow. I had done my part, if the universe wanted me to go, things would unblock in order for me to make peace with my past and be able to move forward, free and happy. And, once again, so it was! Yet not without suffering a bit more: I only received the visa on Friday afternoon, half an hour before the Consulate closed and after having delivered the remainder missing documentation (hotel booking and travel insurance) and Veolia’s representative had sent a signed letter of invitation authenticated in the notary, that finally wasn’t necessary, as they accepted Veolia’s letter of invitation (even though it had been stamped in France I was asking for the visa in Portugal, uff).

Monday I finally flew into Luanda, where I was received by a driver from Veolia, who took me to the Skyna hotel. After half an hour, my dear friend from Total, Mónica Vinha went to pick me up, and we went for diner at a restaurant downtown, before we went for a ride around Luanda (that, as I expected and had been warned, is completely different, almost unrecognisable for someone who hasn’t been there for ten years).

Tuesday morning Mark and a senior consultant for Veolia arrived very early and we spent the day in meetings.

The most fascinating of it all was that I was in Luanda from the 11th until the 15th, being the 13th the epicentre, the key date, and only day in which I had some free time, besides the arrival and departure days. It was the day in which we’ve visited the different location points of the Quilonga Grande project, the water abstraction point from the Kwanza River, the locations were the water treatment plant and several distribution centres will be. We did more than 100km that day, having woken up at 6.30am, and slept little more than one hour, so excited and anxious I was (yes, it was still around, my old travel companion😉.

Kel & JM

Kel & JM

From 2pm onwards I had free time, largely sufficient to go to walk to the Sical building (now Kalunga Atrium), where had happened what would change my life forever. And afterwards I still walked around town and “stumbled” upon Espaço Elinga, where I met several old friends who there as if by “accident”, as they now rarely went there.

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Mark went with me to the crime scene, a 15 minute walk from the Hotel Skyna where we were accommodated, as in the meantime I had told him why it was so important to be there on that date and the interesting process that had unfolded for it to happen. He confirmed how extraordinary and unlikely all this had been, to be there and then, because the project was, for several times, almost not unfolding and the dates were always changing.

Antie Kel

Antie Kel

Zoomed antie Kel

Zoomed antie Kel

Kel marks the spot

Kel marks the spot

Birds view

Birds view

We took photos to register the moment and I was left left, for a few minutes, alone where it all happened. The lights of the apartment where I had lived were on, yet no one answered the door. I stayed there, peeking from where I had fallen into the hood of a station wagon my next door neighbour, 32 metres down below, and where Mark looked like an ant. The emotion was beyond words! I lived a rollercoaster of sensations and memories, and I couldn’t effectively remember of what had happened. What I could do, and that was what I most wanted with this symbolic act, was to make peace with whatever has happened and move onwards, with the clear notion that life is a miracle, that there are no coincidences and that I am enormously gratefully for still being able to enjoy it.

To seal off the day, we went for diner at Lokaal, one of the top restaurants in Luanda, to have amazing (Portuguese, of course) seafood, lovely wine (same same, no different) and great views over the beach. One of the most expensive diners I had in my life, on such a day, by the beach, what else to say?

Manu, Kel e Judith

Manu, Kel e Judith

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The following day, after Mark and colleague left, I still went out for diner with former colleagues from Total.

IMG_9554It was awesome to review long time kambas (friends) and to see that they are well and healthy. And Friday, I still met with César Dowling, childhood friend from Tavira who is now in the lands of Queen Nzinga and took me to the airport, to make a departure going home from home. The only thing that went less well in the whole journey was right at the end, when they’ve kept a lighter at the security control and were almost sending me (and dozens of other passengers) in a flight to Johannesburg and a diarrhoea manifested on the final day, lasting for five days..

I feel that life is made of ups and down and I have no illusions that I will still learn (or suffer) a lot. That seems to be my karma. Yet I suspect that I will be even happier, and that I will love more than anything that I may ever suffer. I smile to life with all the cells in my body, with each pore and in each breath. Yes, some people are a pain in the butt, yes, most people (yes, already starting with me) are incongruent and harm themselves, others and everything that surrounds, yes, there is plenty of bad people around (are they really evil, or unconscious beings who have been seriously harmed?), yet most human beings are people just like me and you, who want the best for themselves and the ones dear to them and who do not mean to do harm. Just do good and be happy.

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